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terça-feira, 11 de maio de 2010

Madeira, decoupage e pátina

Tem algumas coisinhas que me confortam a visão e, por extensão, confortam a alma também. Isso acontece com vocês?
Entre estas coisas estão a limpeza, a organização e peças ou ambientes com toques rústicos, porém clean. Remetem-me a lugares e sentimentos que nem sei de onde saíram, tipo saudade daquilo que nunca vi. Ou vi e ficou guardado no lugar do cérebro que aciona a ideia de conforto.
E entre os objetos estão, sem dúvida, aqueles que usam barro e madeira. Se for pau véio, melhor. Vai entender o ser humano que sou. Mas sou assim, acho que não vim do pó (só uma brincadeirinha, viemos todos!) mas vim da madeira, antiga, desgastada, quase inútil, deixada de lado, porém robusta, forte e perene. Se passar uma tinta, descascar e colar uma figura (decoupar), escrever umas palavrinhas, melhorou. Tá velha, quase feia. Que nada. Está linda.
Olhe, conforte a visão. Conforte a alma.
















































Boa esta sensação de que ainda há solução!!!! E uma solução charmosa. Né?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quem tem medo de bagunça? E de mudanças?

De bagunça, parece que não sou eu quem tem medo



Dá um look neste cantinho do meu quarto onde ficam 'acumulados' os materiais dos artesanatos, a máquina de costura e tudo o mais que vocês imaginarem.

Prometo, sonho, projeto, quero e preciso dar uma ordenada nas coisas.... e, quem sabe, fazer um daqueles craftroom maravilhosos que vemos pelos blogs da vida... um craftspace, já que não será especificamente um cômodo....

Aqui em casa, este espaço atende, hoje, pelo singelo nome de favelinha, craftffavelinha, com os devidos respeitos às nossas favelas.


E o seu espaço de artes, como está? Conte-me tudo e não esconda a bagunça debaixo do tapete não....

Mas de mudança.... quanta diferença!




Aqui meu ninho de amor, preguiça. Também gostaria de mudar, mas ainda estou pensando, pensando, pensando.................

Tenho vontade de pintar os criados e a cabeceira da cama, mas medo, muito medo.

Tenho vontade de jogar cor na parede, mas medo, muito mais medo.

Pensando nisso, resolvi dar uma de Raphaela Fajardo ,do blog Casa Montada, depois da gripe (digo, bem fraquinha!)



Meu quarto montado só com luminárias, que preciso urgente na cabeceira


Ou com outra tábua de demolição decoupada (Acima da cama, minha primeira tábua), abajur de tecido florido (tenho que comprar) e almofadas (tenho que fazer).

E aí, gostou de qual?? Será que emplaca?? Eu gostei deste último.
Arte de colega
Esta tábua velha, decoupada, foi feita pela colega blogueira Ana Lúcia, do blog Artes da Coruja.

Não ficou linda demais???? Isso aí, gente, vamos catar madeira no quintal e na rua e dar aquela cara de arte.... eu amo.

Beijos, beijos, beijos

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Decoupage em família

Oi, amigas.... Como falei no post abaixo, passamos uma tarde fazendo arte em família. Trouxe alguns guardanapos, de São Paulo, e estamos brincando com eles
Vamos ao resultado:


Tábua de demolição encontrada na rua, muito, muito surrada, com pátina palha e flores rosa. No guardanapo está escrito que é amarilis, então é.... (pós-post: ri,ri, ri, não era amirilis não, era magnólia. É magnólia, digo. Tudo igual, tudo nome de mulher!)


Tábua de demolição encontrada na rua com pátina preta e copos de leite brancos

Tábua de carne by R$ 1,50 com decoupage galinácea, pátina branca e vermelho queimado e viés (este viés sujou de refrigerante, lavei, ele abriu o vinco e usei assim mesmo, aberto e meio desfiado, num clima country). Com ganchinhos para pendurar pano de prato, vou dar para a mamis, que mora no sítio.

O Téo fez uma tábua de demolição com os mesmo motivos, mais um tecidinho xadrez, só que deu de presente para nossa funcionária (que merece muito mais, mais muito mesmo!) antes de fotografarmos, ficou lindíssima.


Nosso paredão das artes.... na cozinha-ateliê. O marido até ri: "esta parede é engraçada", disse. Não entendi o porquê, mas então tá! Não estou em fase de questionamentos e 'batimentos' de boca.

Arte francesa. Essa eu 'aprendi' com o moço da loja de guardanapos, na rua Augusta. Ele de má vontade para me atender e com super-boa-vontade atendendo outras clientes, acho que gente que faz curso lá, gasta mais, ele conhece mais, sei lá.

Mas usei minhas táticas 'mineiras' de comer o angu pelas bordas... ou de jornalista que encurrala o entrevistado: perguntei o que era a tal arte francesa, como fazia. Buscou uma bandeja para mostrar.... Achou que eu ia me contentar.

_ "AH! é a mesma figura colada várias vezes?", perguntei.

_"Isso", respondeu simplesmente. Escolhi a figura, pedi cinco (R$ 1 cada, caro pra caramba).

_"Vou colando sobreposta, recortando o que interessa, dando um relevo, né?", vou analisando, olhando, olhando.

_"É, destaca o que quiser".

_ "Ah, tá, mas fica altinho uma figura longe da outra, né?." Ele pega as ilustrações escolhidas, os guardanapos escolhidos.

_ "É que cola com silicone ou fita banana, senão fica chapado". Atende outra pessoa, faz outra coisa qualquer...sai de perto

_"Que legal..... e fica meio soltinho, assim meio encurvado, né, como se as partes recortadas tivessem forma diferente?", pergunto quando volta

_"É, tem uma pecinha, chamada boleador que você usa para encurvar. Quer mais alguma coisa?"

_"Não obrigada. Depois volto para ver o material de patchwork. Ah! Tem terminal para bijuteira bem grande?"

_ "Vou ficar devendo. Só tem bem pequeno."


OK, moço-sem-vontade, tava com medo de dar aula de patch ou de biju, é??? Mas obrigada, assim mesmo, heim!!!!.... Podia explicar tudo de uma vez, poupar meu jornalismo..... mas valeu!

Bem, não usei a pecinha, mas uma colherzinha redonda para dar a forma, colamos com um pingo muito grosso de cola quente e usamos um vasinho de argila pintado e enfeitado com viés. Como não tinha uma caixa de madeira, colamos dentro de uma tampa de caixa de papelão. Ficou profissional....e não usei cinco figuras, pois três foram suficientes para ficar muito bonito. É assim, moço, a gente aqui faz com o que tem.... e seus conhecimentos serão sempre bem lembrados, tá?


Aqui, obras da Joana e do Téo. Toquinhos que pedimos na marcenaria pintados e decoupados por eles, com guardanapo, adesivos dos cadernos novos da Capricho e do Timão e até carimbo de letra.


Esta caixinha já existia, só demos uma repaginada com tinta lilás, flor de guardanapo e verniz



Latinha de leite em pó Itambé (mais bonita que Ninho) ganhou um retalhinho.


Comprinhas da 25 de Março



Estas cestas custaram R$ 10 (aqui custa R$ 25) e as topiarias de plástico em três tons e texturas custaram entre R$ 2 e R$ 5. Nem sei se ficarão aqui, acho que irão para vasos. Está sobre a mesa de refeições e todos acharam lindos.




Arranjos para os criados-mudos. Cachepô de espelhos R$ 3 e ramo de helicônia R$ 3 cada. Ainda não montei certinho. Só pra foto.

Depois mostro mais coisitas..... por hoje é só. A gripe não passou, mas até segunda estarei super-curada, tenho fé.

Beijos e ótimo final de semana para todos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Coisas do Natal

O Natal compreende muitas coisas. A principal é o nascimento do mestre dos mestres, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Esqueceram?? Muita gente, tenho certeza que sim. Outras pessoas, tenho certeza que não. Mas nós, demasiadamente humanos, esquecidos ou não, gostamos de fazer balanços, planos, nos redimir dos erros, comemorar os acertos. E corremos....

Corremos como se o mundo acabasse dia 31 de dezembro. Todos os anos planejo não correr no final do ano, como se fosse aquela arrancada decisiva, tipo vai ou racha, tipo agora ou nunca. Mas não é fácil cumprir o objetivo. O mundo corre e somos levados em suas águas, em seus ventos, em seus movimentos.

Nossa colega blogueira Talma me escreveu: "você se esqueceu de como estava morta no final do ano passado? Portanto não corra de novo". Talma, havia me esquecido rsrsrsrs e não foi possível diminuir o ritmo.

Diante da velocidade do mundo.... das minhas embromações...... improvisamos.

Decoração

Umas folhinhas verdes e um laço fazem o meu samburá (cesto que os pescadores usam para colocar peixe) um enfeitão, no hall que divide a sala e a cozinha.

Como podem ver ao fundo, a decoração da sala não mudou de acordo com as ideias da Rafa Fajardo. Mas recebi o sofá clarinho que, havia me esquecido, estava trocando o revestimento.

A árvore do ano passado quebrou o pé, graças a Deus. Catei um pedaço de galho do abacateiro do quintal, espetei a árvore nele e usei um pote grande de palmito como base. Amei.

A foto não faz juz ao efeito bem legal da mistura verde, toco, vidro. Ainda coloquei as pedras decoupadas dias atrás. As fotos são tiradas com uma câmera sem visor e, portanto, na raça.

A árvore inteira

Os enfeites são fitas que já existiam e dois maços de flores branças by 1,99. Tudo colado em fios de juta e com uma casquinha seca que ganhei da minha amiga.

Ela acha que as casquinhas são de lixia. Não tenho certeza. Mas ela é lixeira como eu e, por solidariedade e afinidade, me presenteou rsrsrs. Achou a minha cara!

Presentinhos

Também quem mandou em catar coisas por aí, como as sementes de jacarandá, que viraram outra flor, uma base forrada de juta.

Na sessão presentinho, by myself, um rosa de feltro, um gancho para um pequeno porta-chave.

Eu tento, mas não sai de mim a impressão de que estas coisinhas que faço não vão agradar ninguém... Será cisma boba, será?


Também decoupei outra tábua velha. As flores, desta vez, são de tecido e não guardanapo, a faixa do meio um pedaço de folha de palmeira e fios e retalhos de juta no acabamento.

Família
E, como não tem como escapar da correria, não tem como escapar do clima de Natal. Coisas de família, visitas ao comércio, passeio para ver a decoração da cidade.... César, o maridão, Joana, Vinícius (flamenguista) e Teo (corintiano). Minha sagrada família.
Programa de TV

Como 'anunciei' no post anterior, me enfiaram para ancorar um programa de TV da Câmara Municipal, dirigir a equipe, pautar, cobrar, incentivar. Grande desafio, nestes dias....
Serão só cinco programas, como piloto, para passar na TV Local, durante o recesso legislativo. Acima, entrevisto o vereador Nuna - meu amigo de infância, muito querido, sensível e trabalhador - e o secretário de Educação, Mário Grespan, que não conheço muito, mas que admirei um pouco após a entrevista
Passarinho avisou que o programa vinga para o ano que vem

Nós, no estúdio montado no plenário da Casa de Leis.
Já avisei que aceito o cenário, principalmente o painel de madeira, após o fim do programa, como cachê, já que não receberei um centavo a mais do que meu salário. Ningúem se sensibilizou, fazer o quê?


Eu, frente a frente com as câmeras..... 'seriedade, credibilidade, inteligência, cidadania, cultura e informação para você e sua família'.
Voltamos na próxima terça. Bom dia e até lá.

Não espalha. É a primeira vez que faço apresentação em TV, tremi muito, mas tem um trem chamado tele-prompter (acho que escreve assim!) onde lemos os textos e olhamos pra câmera ao mesmo tempo, um milagre da tecnologia. Amei. Também amei que fiquei biitinha de maquiagem e magra uns 10 quilos na telinha, quando dizem que TV engorda 5 kg. Milagres do meu Jesus a quem clamei nesta hora de aflições!!!! Bj

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Decoupage em tábua e em pedra

Decoupage em tábua velha
Hoje, o post é rapidinho porque, já sabem, correria.
Fiz mais uma tábua decoupada, destas tábuas que sobram de construção. Esta, 'prospectei' nos restos da reforma do colégio das crianças. Esta e outras que virão. Quis fazer algo diferente e usei flores brancas em fundo branco. Até que o efeito ficou bom.


O lugar dela não será aqui. Só estava secando e 'posando' para a foto. Acho que ficou muito comprido e deveria dividir a tábua em duas, mas não sei serrar nada, a não se café na vizinha. Bem, diferente de alguns por aí: este meu trabalho com tábuas está sendo clonado por aquele blog que todas nós conhecemos, justamente porque clona todo mundo. Não vou citar qual é, nem dar link porque me pareceu uma ótima estratégia para que eu e todos vocês visitemos o espaço e aumentemos o ibope dele. Deixa ele lá, serrando o que é alheio mentindo pra si mesmo que fez.... Tô tão acostumada a ter ideias e os outros se acharem donos, normal! Só acho esquisito que o blogspot (Google, né?) permita um blog sem profile, sem jeito de deixar comentários nem nenhuma pista. O autor (a) usa, fala o que quer e ninguém tem como responder. Esquisito!!! Se alguém souber quem é o autor, me conta.

Decoupage em pedra da rua

Porque se eu souber, pedras irão rolar kakkakakaka.
Eu dizia que, enquanto descanso, carrego pedra. Posso afirmar agora que, quando carrego pedra, descanso. Ou que, enquanto descanso, decoupo pedras... Foi só um teste, para horror das crianças. "Ai, mãe, que mico, agora tá catando até pedra na rua". Meninos, melhor catar do que jogar pedras ou ser apedrejado, oras!
Só que achei o resultado meio esquisito. Né não?

Panô com aplicação de feltro

Esta foi outra experiência, agora com bordado. Vi o ponto caseado de umas aplicações das bordadeiras daqui da cidade que me deixaram morrendo de raiva. Como podem ter tanta habilidade? É até um desaforo ver aqueles pontinhos uniformes, pequenos e lindos.... Pensei, vou tentar. A Jojô jura que os meus estão parecidos.


Na onda gospel, uma mensagem pra complementar, no ponto atrás mais sem nexo que já vi. É atrás, é reto, é pra frente, pra todo lado, de toda forma - nem queiram ver o avesso rsrsrs - mas saiu. Comecei a fazer pensando na Ruby Fernandes, que gosta de bordado, terminei inspirada na Laély, que vai na igreja e, pelo jeito, participa e conhece Bíblia.... beijos para elas e bençãos para todas.

Maquete de papelão - quem toca o quê? Onde?

As professoras dos meus filhos os estão treinando para ser maqueteiros, aliás, me treinando. Vez em quando é reproduzir a sala de aula, a rua de casa, o lugar ideal pra morar e, claro, eles não conseguem fazer sozinhos, tenho que virar arquiteta.
Para hoje, o trabalho era mostrar o posicionamento dos instrumentos numa orquestra. Peralá! Ela nunca colocou uma música erudita pras crianças ouvirem, nem sei se conhece um oboé! E dá um trabalho destes!? Reclamei demais, fiquei brava de querer ir na escola jogar na cara dela que isso já passou da conta. E, como boa peixe, morri pela boca.
Primeiro, o Vinícius se virou sozinho na pesquisa no Google. Descobriu como é o tal posicionamento, pesquisou imagens, salvou e nomeou tudo direitinho. Foi uma vitória!
Segundo, eu mesma aprendi a ordem: cordas (violino, viola, violoncelo), teclas, sopro - madeira simples (flautas), madeira de uma paleta (0b0é), madeira duas paletas (clarinetas, pistão), metais (sax, tuba). Hum.... e cada um chama naipe e ficam juntos, com suas difentes vozes, caraca!!!! Acho que é isso, não me aprofundei, mas fiquei 'erudita' de uma pesquisa do Google para outra.
Terceiro, foi uma delícia inventar uma silhueta preta como músico, colar numa caixa de sapato preta brilhante, recortar, imprimir os instrumentos, recortar, colar, montar um palco em escada para nenhum músico ficar fora da visão da platéia, inventar partitura e até um palquinho pro maestro. Achei que ficou bem chique os corpos pretos, iguaizinhos, com os diferentes instrumentos coloridos, até a tuba enrolada no corpo do músico e os violoncelistas sentados!
Quarto, foi gratificante - ou devo dizer 'gritificante' descobrir que a professora só pediu para colar os instrumentos e nós extrapolamos colocando os músicos. Trabalhamos duro e posso dizer que, além de marqueteira, sou maqueteira tb. Jesus, me auxilia. São 3h11 da madruga, a garrafa de café já quase vazia, e tenho um texto para terminar, mala para arrumar e ainda venho aqui mentir que o post vai ser rapidinho. Só falta jogar pedra mesmo!!!!! Sorte que agora serão pedrinhas decoradas!!! Não tenho juízo, não. Os caras fazendo bomba atômica e eu pintando pedra e tábua velha!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Decoupage em madeira de construção



À tarde, o quarto recebe este facho de luz, filtrada pelos tijolos de vidro. Um luz pedindo algo para iluminar. Uma luz querendo fazer algo brilhar.




No quintal, uma tábua jogada. Rola pra lá, rola pra cá, pedindo para ser. Ser algo mais que uma tábua à deriva, porém sem mar.


Um encontro de anseios. Uma luz para a tábua. Sem mar, fixa. Uma tábua para a luz.

Detalhes da decoupage