
E então? Qual o motivo do título do post? Explico. Quando conheci meu marido estava numa fase meio dura da vida, dentro de um relacionamento tão sem eira nem beira com um namorado estranho que mais sumia que aparecia. Morava sozinha, numa cidade onde eu não tinha um parente, poucos amigos. Tinha que tomar conta de tudo, tinha que me proteger: endureci um pouco.
No dia que nos conhecemos, houve uma troca de olhares bem estranha. "Hum, bonitinho, mas tenho certeza que é gay", pensei. "Hum, gostosa e interessante, mas acho que é sapata", ele pensou. Estávamos na casa de amigos gays e isso deve ter influenciado nossos pré-julgamentos. Mas a química foi imediata. Como diriam por aí, meu lado sapatão era gay, o lado gay dele era lésbico, descobrimos meia hora depois. Era só uma questão de temperamentos não de vida sexual.
Fomos embora juntos, dormimos - dormimos mesmo - juntos, juntamos as escovas de dentes no dia seguinte. Explodimos em amores, dava até enjôo!!! Faz 13 anos e três filhos.
Temos problemas? Sim. Temos dificuldades? Aos montes. Temos diferenças? Incríveis. E queixas, perdas e danos? Inúmeros.
Mas a química, meu bem, continua borbulhando, graças a Deus... E eu? Continuo mais dura que ele e, por este motivo, devo ter encontrado nele a maleabilidade que me deu chance de ser tão, mas tão mulherzinha, que posso me dar ao luxo de suspirar quando vejo uma vassoura e uma pá de bolinhas...., oras, bolas.

Ou uma cadeira de meiinhas.... Quer coisinhas mais mimosas que estas???
Este homem realmente fez de mim um melzinho! Inclusive quando dou uns gritos e ponho pingos nos is, convoco para uma DR básica e ele só sussurra: 'vamos dormir, Ana'. E no dia seguinte traz meu café-preto-acorda-defunto na cama. Não tem jeito de ser sarjento ao lado desta doçura, caraca!!!!



