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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O blog faz um aninho hoje


Alguns passos na vida são definitivos. Certo dia, comecei a pesquisar, no Google, fotos de quartos cor-de-rosa, porque estava reformando e minha filhota queria dormir num ambiente super romântico e feminino, desejo típico de uma garata de 10 anos. Entre diversas fotos, parei no blog da Viviany, a dona house. Comecei a acompanhar, me apaixonei pela ideia, pela casa dela e pelo jeito espontâneo e carinhoso de se comunicar com um mundo que eu sabia existir, mas não me interessava em participar. Mas os passos definitivos surgem, muitas vezes, de atos descompromissados. Vi que dava para comentar, comentei. A vontade de fazer meu próprio blog nasceu. Chamei o colega de trabalho mais roqueiro e blogueiro que tenho e ele me ajudou em todos os passos 'informáticos' da coisa. Hoje faz um ano. Eba! Parabéns para nós.

No início, queria falar da reforma, das dificuldades, aventuras, ideias e soluções numa fase tão conturbada da vida. Escolhi o nome Ana B por ser Ana Barbosa, mas também porque colocaria para fora o meu lado B, aquele que poucos conhecem, o de uma mulher formada em jornalismo, pós-graduada em comunicação, ex-acadêmica de filosofia na USP, atuante em assessoria de imprensa na área política que, contudo, no fundo mais raso da alma tem o sonho de consumo em ser dona-de-casa.

Gosto de citar, com adaptações, a Adélia Prado: estudei filosofia pra escovar o pensamento, mas gosto mesmo das coisas cotidianas e prosaicas, da espiritualidade e da simplicidade do existir porque Platão, Aristóteles e todos os outros pensadores também tiveram suas vidas domésticas e, na minha, mando eu. É nela, junto com meus filhos, minha funcionária, meu marido, meu cachorro e peixes e meus draminhas rasteiros e existenciais,que eu sou de verdade. É neste lado B que habita meu ser. Ou, poderia dizer, é no lado B que eu sou A.

Neste ano de blog, nasci de novo. Ou revelei quem eu era e nem sabia. Vejamos. Sempre quis fazer artesanato, não tinha coragem - questão de pré-conceito mesmo, porque isso parece coisa de dona-de-casa e não da intelectual que um dia eu escolhi ser - agora já me arrisco e, melhor, mostro. A convivência com vocês me abriu os olhos para mim mesma. Vivi, Margaret, Izabel, Luana e Pucka (estas duas sumiram da net), Eliene, Regiane, recentemente Laély e Lilly e muitas outras foram, sem querer, construindo em mim auto-confiança para fazer e ser o que me interessa ser: uma profissional que concilia a vida familiar com prazer.

Queridas e queridos, pensei em duas mil possibilidades para comemorar a data, dei umas espiadas para ver quem foram as primeiras blogueiras a comentar por aqui e tals, mas ainda não cheguei a um veredito. Deve ser a mania de fazer festas somente no final de semana (rsrs). Ou motivo de cansaço mesmo! Só consegui mudar um pouco o visual da página, mas ainda farei ajustes.

Mas quero agradecer a todos que por aqui passaram, deixaram seu carinho, seu comentário atencioso, passaram a ser seguidores ou somente deram uma espiada. Tem sido muito bom compartilhar esta virada de lado, este novo trilhar de caminho com vocês. Continuo sendo cobrada para tomar decisões acertadas, ter ideias criativas e cheias de conhecimentos (afe!), para cumprir prazos, mas tudo tem sido muito mais cor-de-rosa, como o quarto que acabei montando para Joana, inspirada na Vivi, com pitacos das amigas que acabava de fazer na blogosfera. Obrigada, mesmo, pelo carinho!!!!

Mas vou contar uma coisa, pra encerrar e correr para pegar os meninos para ir ao futebol, já estou atrasada, como sempre: a menina do quarto rosa também anda meio mudada. Um ano é muito para quem tem a idade dela, é 10% da existência e a bichinha está mesmo mostrando o seu ladinho B: abriu um blog pra falar dos conflitos da pré-adolescência, pediu pra pintar o quarto de preto e branco, já trocou o edredon por um P&B e, ai, meu Deus, a vida segue seu curso. Ebénzer, até aqui o Senhor me ajudou, tenho convicção disso. E continuamos dando outros passos, mudando o lado do disco. Assim, talvez, não fure tão fácil! Bjão