terça-feira, 26 de maio de 2009

Um charme extra no próximo final de semana

Tô cansada de ter muitas ideias e não colocar quase nada em prática. Ok, são as ideias para casa que não saem da cabeça porque as profissionais, não dá tempo de enrolar, o mundo gira, os chefes cobram e a novidade é a alma do negócio.
Por isso, ando sonhando com um fim de semana bem produtivo. "Calma, é terça-feira!", você pensa. Mas vou começar a idealizar hoje, quem sabe operacionalizo algo. E, como de fato as produções próprias estão devagar, coletei algumas sugestões que passo pra vocês. São diquinhas lindas que podem deixar nossos ninhos bem bonitos. Inspirações que me fazem pensar em soluções para problemas realmente existentes aqui em casa.


Como a customização deste móvel. Achei difícil, mas lindo, desde o tom da madeira até o desenho. Quem sabe a cômoda no quarto dos meninos....

Já o vasinho é facílimo. Um degradé de lápis de cor colados com cola quente ao redor de um vidro. Um laço de cetim para arrematar e flores para combinar. Quem sabe os inúmeros tocos de lápis que não usam mais se casem com vidrinhos de maionese que atravancam os armários....



Quem sabe uma paredinha sem graça não ganha uma nova bossa com uma cortininha irrevente e displicente? Não entendi o que é, mas pode ser até cartão telefônico, fotos, miçangas, desde que seja o mesmo material, para dar a continuidade, tudo amarradinho com fios de nylon, para cima da mesma cômoda dos meninos.


Se a opção for externa, tinta prata ou alumínio nos vasos de barro. Olha o up que ganham. Agora se tiver mãos de tesoura, dar forma aos buchinhos vai ser ainda mais lindo. Tenho certeza de que não vou à poda, mas a pinturinha, meus vasos andam merecendo....

Também penso em fazer uma luminária de tecido..... com flores de pano, fluída e fácil de lavar....



Ou ainda tascar tinta branca em algumas peças, aqui representadas pelos palets que viram uma charmosa mesa de centro.



Um pequeno encantamento com uma guirlandinha de arame e folhagens também pode ajudar a relaxar e colocar um quê de carinho esparramo pela casa....



Até mesmo bordar uns panos de prato novos - tô precisando urgente -, costurar uns enfeitezinhois e alvejar antes de colocar os pobres na vida dura....



Ou ainda me inspirar na Bianca, do Create, uma aguerrida scrapper (será assim que escreve?) que todo dia, todo dia mesmo, gente, manda um e-mail com suas novidades. E eu, que não sou boba, fico olhando, olhando e tentando, tentando. Um dia chego lá.....




Um destes momentos, que saí do projeto e fui pra prática - obrigada pela circustância, já que minha querida "filha postiça" Wellen tava fazendo aniversário e nós todos, eu e a mãe verdadeira, estávamos duras pra fazer um festão. Então fui pra criatividade, que resultou no painel acima, contando a história da fofa em fotos do antes e do agora.... Tecidos, rendas, fitas, cola quente e feltro pras flores.


Flores que aprendi a fazer com a Alcione, uma artesã profissional que trabalha no mesmo local que eu. Qualquer dia, vou mostrar e divulgar a excelência do trabalho dela.



Neste outro painel, uma fotona de R$ 5,00 a ampliação, flores, fitas, botões, rendas e uma "página" de algodão cru para os adolescentes deixarem a assinatura de presença.



As fotos são minhas e da Joana. E os painéis, agora enfeitam o quarto da linda Wellen. Pois é, nada como a pressão para resolvermos.




Talvez a pressão que falte para eu me inspirar nesta estante que amo, lotada de coisas, porém organizadas. Ação que meu quarto clama desesperadamente....




Assim como mantimentos........




E louças, pratos, travessas.... Isso mesmo, fim de semana talvez sirva para colocar uma ordem na vida, uma ordem na casa.....



Ou inventar um estiloso souplast com disco de vinil ou madeira pintados....




Ou inventar um relógio com o mesmo vinil 'carimbado' com feltro e uma máquina de relógio daqueles de R$ 1,99 colada atrás.


E se o estoque de disco de vinil for grande, vou dar uma nova passadinha no blog Home Boxer, um dos mais interessantes que tenho frequentado, e copiar a idéia deste portarretrato.




Infelizmente, esta ideia que eu amei de paixão, pelo conjunto da obra -tapete, cortina e almofada - pela cor e por tudo, não vou executar. Nem sei pegar na agulha de crochê. Esta prenda, não aprendi



Porém, se eu realmente não tiver tempo de aproveitar meu próximo final de semana para brincar de casinha, como gosto, vou arrumar umas bandanas, a la Dona House, ou mesmo uns tecidos coordenados de cores lindas e fazer um caminho de mesa para o almoço de domingo. Se não der tempo de costurar, juro que vou colar.
Aliás, alguém ai percebeu que colei alguma ideia de algum blog? Garanto que não.


Super beijo.








sexta-feira, 22 de maio de 2009

Dá bejinho na mamãe


Na falta de uma, três boquinhas lindas e amadas para o carinho na mamãe. Tem dia que só assim pra vida correr pelos trilhos, né? Agora se tudo vai bem, ai, ai, coisa boa da vida é beijar, relar, fazer e dar carinho. Graças a Deus pelos meus meninos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Esperem por mim

Gentessss, estou viva e com vontade - porém sem tempo - de postar algo. Esperem um pouquinho que volto. Beijos a todos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Decoração consciente - concurso de reciclagem com arte

Acho este cabideiro lindo e ele até me deu motivos para sonhar com uma grade de muro toda enfeitada com a letra de uma música que eu ame. Acho que artes devem se misturar, no caso, música, decoração, utilidades. Também sou a favor da reciclagem, reaproveitamento total.
Não consigo colocar em prática 0,1% do que se passa pela minha cabeça, mas fica aí a dica, talvez vocês sejam mais criativas e mais concretas que eu, ao conseguir realizar aquilo que passa pelas vossas cacholas: um concurso que une música, decoração, artesanato e reciclagem. Clique neste link http://www.megaartesanal.com.br/mega2009/Regulamento_Final.pdf
e participem....
Caso não queiram participar, acho que é um desafio legal, a gente fazer algo e depois postar.... pra gente ver e exercitar, uma brincadeirinha interna da blogosfera, sem fins competitivos, só de lazer. Que tal???
Para isso, desafio: escolham uma música e, com base nela, criem algum objetinho bacana, para decorar, utilizando material reciclável.
Se puderem divulgar o concurso, também é legal! Eu já tenho duas ideias na cabeça e vou tentar colocar em prática.... talvez aqueles 0,1% seja justamente aquele tanto que falta para revolucionar o mundo (rs), ganhar concurso (rs) e ficar famosa ( + rs).
Beijos....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Eu e os tecidos - futton e porta-retrato na prancheta

A belezoca pré-adolescente aí de baixo é minha modelo predileta. Para tentar dar uma melhorada na minha produção, ela topou fazer a foto sem cachê,porque vocês sabem que sou mão-de-vaca, pão-duro e sovina. No caso, quero falar das duas coisas, o banco de madeira e o almofadão, um futon ao meu estilo, bem caseiro.



Primeiramente, não será novidade, as duas peças são frutos do quê? Isso, ganhou um doce quem disse que é fruto do reaproveitamento. Como assim? Bem, o banco é produzido com madeira de paletes recolhidos em uma indústria de refrigeradores aqui da minha cidade, a Metalfrio. Eles doam a madeira para um projeto social do qual faço parte, o Desafio Jovem Peniel
Esta ONG é ligada à igreja Peniel, na qual congrego. A ong mantém um programa de recuperação de dependentes químicos, gratuitamente, e um dos projetos é a laborterapia, onde temos a marcenaria, que produz alguns móveis com as madeiras doadas.
Este bancão, com três cadeiras e uma mesa de centro custam - abram a boca e pasmem! - cerca de R$ 600,00. Só! Porém, o mais legal é que, enquanto os rapazes, adolescentes e senhores jogados às traças e consumidos pelo vício tentam reciclar suas vidas, pelo poder do amor, das orações e da palavra de Deus, fazem a reciclagem de madeira e também de garrafas pet, que são vendidas para custear o programa de recuperação.
Eu sou louca pelo Desafio Jovem Peniel.... uma obra de amor a Jesus, ao planeta e aos homens.


Já quanto ao futton caseiro (bem, futton, futton não é, mas dei um formato parecido) era o colchão de espuma do berço que acolheu a meninada de casa. O povo cresceu e o colchão ficou pra lá e pra cá. Doei o berço e não sei porque não doei o colchão. Resolvi. Cortei o cara com uma faca de cortar pão, daquelas serrilhadas, e costurei o tecido a mão. Não fiz fotos, mas foi assim. Cortei as partes de cima e de baixo com uma sobra de uns 3 cm e, para as laterais, uma tira com a mesma sobra e costurei as laterais nas partes maiores, com uma costura parecendo de colchão. Nunca vi nada igual, mas, ao vivo, deu um ar de futton, acredite. Baratinho, baratinho. "Nossa, ficou super bem feitinho", elogiou minha mãe. Eu acreditei. Sem contar que um futton custa o que eu não ouso pagar.

A seguir, temos a cadeira do jogo. A almofada do encosto fica em pé porque tem uma madeira entre as espumas. Era assento e encosto de outra cadeira velha que reaproveitei também. Acho que seria mais legal se pegasse todo o assento da poltrona, mas também é legal deixar a madeira um pouco a mostra, já que não compromete o conforto.
Eu acho tão chique!!!!! Rsrsrsrsrssrsr. Coisa de pobre????

Sei lá. Mas tenho convicção: coisa de pobre - brasileiro, pelo menos - é conta, crediário, prestação, carnês e milhões de faturas pra pagar. Se não fosse assim, como teríamos, né G.Aronson, né Samuel Klein (vulgo dono da Casas Bahia)???
Então pra organizar o que chega pra pagar, usei uma prancheta que fica pendurada na cozinha. Acho que tinha meia dúzia de pranchetas, sobras de uma pesquisa que realizei uma vez. Tentei fazer algo bem bonitinho, com restos de tecido da colcha do quarto da Joana - minha modelo da primeira foto - e algumas fitas, um restinho de jeans. Deu nisso aí.



Uma primeira experiência meio meia-boca no visual, mas que resolveu muito a questão dos atrasos, das contas perdidas e do Cézar reclamando: "você nunca sabe onde estão as contas..." Na verdade, Cézar, eu nunca sei mesmo onde é que está o dinheiro, este eu queria saber sempre. Hehehehehehe. Dá pra deixar uns 50tão no bolsinho rosa? Ali eu acho facinho, amor .... posso pagar a modelo.


Já a segunda experiência foi este portarretrato ou porta-retrato para a Dani, amiga da Jô. Levei uns milhões de minutos para fazer, mas consegui.

O fundo é um morim baratinho, colado com cola + água. Depois, umas fitinhas, uma rendinha, e corações e o D, da Dani, com feltro. Os corações são colados somente em algumas partes - estrategicamente, obra de projetista - para que se encaixem as fotos. Demos com uma das lembranças de aniversário para ela.

Olhem os detalhes mimosos!!!!



Cola, tecido, linha e agulha, pouco custo, reaproveitamento 100%, eu e Joana - dando muuuuuitos palpites. Pra mim, uma receita de sucesso. Precisa ser aprimorado, claro, mas um sucesso, até aqui porque, se economizamos na grana, gastamos na convivência, nas risadas e no amor. Metida? Nada. Ainda não consegui fazer uma roupa na minha máquina de costura. O apóstolo Paulo dizia que tinha um espinho na carne para que não tivesse chance de se gloriar. Eu, pra calar meu ego, também tô assim: consigo colar tecido, mas costurar uma blusinha sequer..... nada, pra não me gloriar....
Beijos no coração e que vocês vejam Deus cuidando individualmente de cada uma, nos pequenos e grandes momentos da vida. Na riqueza ou na pobreza.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Direto da casa da vó


A casa da avó, das tias ou mesmo dos pais pode ser um celeiro de grandes achados. Procurando nos depósitos, naquelas casinhas de despejos, temos como resgatar objetos maravilhosos que poderiam ter o lixo, o troca-tudo ou o esquecimento como destino.

Mas nada que um toque extra de criatividade não possa reacomodar em nossas casas atuais. Móveis e objetos, eu diria com genealogia, podem nos trazer originalidade, beleza, sentimentos, saudades e até um pouco de eternidade. Veja a mesa acima, toda lascada, pintura desgastada e rabiscada. Dirias que faria tão bela figura na sala? Pois faz.

Eu já roubei um baú do meu pai e espero, qualquer dia destes, roubar umas cadeiras que eram da minha avó. Elas lembram o estilo Tonet, um Tonet caipira, mas tão lindas.... aguarde seo João. Qualquer dia desses, diga até logo pras cadeiras porque vou dizer olá....

As cadeiras da dona Anna Luiza parecem esta, com assento diferente: quadrado e de madeira. Mas os pés e encosto, lembram bem.


Uma poltroninha ganha tecido novo



O armário serve para o rancho, com companhias simpáticas e arrumação idem




Outra poltrona com forração nova, no canto de leitura, com a velha mesinha de centro servindo de apoio para os pés.


Outra mesa encantando a cozinha, com banquinhos singelos e objetos lindos, como fruteiras, compoteiras, lustres e castiçais. Eu deliro nesta cozinha.



Outra mesa 'detonada' no escritório, compondo com o bule que vira vaso



Louças que acomodam flores




mais vasinhos da vó




Janelas da casa antiga



Outra janela da Argina Seixas




Armarinho que vira guarda-louca, cristaleira, guarda-comida




E vai pra cozinha, compor com o ladrilho hidráulico da casa da bisa


Uma cômoda que volta ao estado natural


Uma cadeira com tecido fofo



Outra com tecido alegrinho, floral




O baú que vai pro rancho ou casa da praia e ganha companhias de fibras e uma composição linda de chapéus que protegerão visitas e familiares

É isso, do fundo do baú das nossas histórias podemos tirar capítulos novinhos, cheios de charme e personalidade. Beijos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Poltrona de concreto

Nada na vida é tão concreto quanto a vida e a morte. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Socorro, quero minha mãe, um útero quentinho, um colo com leite morno....... quero a parteira que ajudou a me parir. Não dá? Ok, fico com a poltroninha de cimento mesmo, a vida é assim. Eu amei a dita cuja, na sua rigidez pareceu-me confortável.... OS dias estão tão, tão, tão inomináveis..... que, gente, é assim: vou jogar umas almofadas fofas, uma manta colorida e dizer que uma poltrona de concreto é o supra-sumo (se tem hifem ou não? Caramba, o que é um hifem diante da concretude de tudo!) do sonho de consumo. Vou sentar e ficar com a boca escancarada e cheia de dentes esperando a morte chegar.....

sexta-feira, 27 de março de 2009

Reforma do banheiro - parte III - volta ao passado

Pos-post. Relendo o post de ontem, hoje, não tive como não complementar, ao chegar ao trecho do texto em que lembro da vó Anna Luiza e sua boca desdentada. Então, leia o post de ontem para entender o de hoje. Ela nunca teve uma pia na vida. Suponho que nos seus tempos de infância, na década de 10, 20, deve ter usado uma canequinha na beira da roda d´água para fazer a higiene bucal. Não uma canequinha de ágata, porque era pobre, mas uma daquelas em que se aproveitava uma rara lata que vinha com mantimento e mandava rebitar uma asa de folha de flandres, reaproveitamento que cheguei a conhecer na minha infância.




A privada era daquelas de buraco, uma casinha de madeira no quintal, talvez com uma fresta no teto para observar a natureza.... como esta daí. (Parênteses - Sabiam que existe uma história, uma sociologia sobre a história da privada, teoria pra explicar como as cagadas humanas saíram do ar livre, foram confinadas e sofisticadas ao longo dos séculos????)
Na velhice, ela já tinha um vaso sanitário, o banheiro continuava externo, mas nada de pia. Com sua boca careca, como a gente dizia com sorrisinhos marotos, não precisava escovar os dentes, claro, então lavava a boca e o rosto, com sabonete, no tanque, esfregava a gengiva com o dedo.
Também lavamos a cara no tanque, muito, inclusive meus meninos, quando freqüentávamos um sítio que meu pai teve. Quando a água do poço praticamente secava, a disponibilidade era também uma única caneca de água para caras e bocas. E essa escassez de água é algo do que ainda quero falar, outra hora. Porém, havia uma grande vantagem, pra vó e pros meninos na visita à casa do vô: a de tirar a remela dos olhos e acordar para o dia olhando o quintal, as plantas, o sol preguiçoso, o orvalho ainda rebrilhando, talvez um passarinho ou uma galinha emitindo seus primeiros sons. Para isso não havia preço.
Vai daí meu gosto pra banheiro, entendi hoje. No meu banheiro, o pé de bucha enfiando seus ramos e brotos pela janela e eu achando lindo. No banheiro deles – quase batizado de banheiro dos flintstones, ou batcaverna, ainda há controvérsias sobre o nome – as pedras, o céu pela pérgola e as plantas que virão. O custo financeiro foi nada, diante da sensação revisitada de acordar com os olhos naquilo que Deus fez. Assim, entendo também porque meu inconsciente (ou será subconsciente?) falou e me remeteu tanto à roça ao falar de banheiro mesmo que seja nos tempos atuais. Não podia, portanto, deixar de concluir com uma volta aos sábios adágios da roça: já que não tem tu, vai tu mesmo; quem não tem cão caça com gato e o entendimento de que 'para alguns tirar remela dos zóios é o regalo da vida'.






Já foi mais difícil!!!!