quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cobogó - uma invenção do modernismo brasileiro


Um elemento arquitetônico que mostra, esconde e de grande efeito estético, tudo ao mesmo tempo, o cobogó foi idealizado por um trio de engenheiros do Recife. Há algum tempo, eu não tinha noção de como se chamavam aquelas paredinhas encantadoras que as casas de Recife e Olinda exibem, principalmente nas varandas, que lá eles chamam terraço.



Um toque na fachada


Uma fachada inteira



Inteirinha da silva




Fachada compondo com colunas de concreto



Pesquisando influências modernistas na arquitetura, descobri que aquilo se chamava cobogó e, como já gostava, pensei em usar aqui na reforma. Não em ambientes internos, mas no externo e em duas situações: dividir o jardim da varanda do meu quarto da área de serviço e outro para acabar de vez com a impressão constante de bagunça, no quintal da frente, aquele que tinha um gramado onde os meninos cometeram gramicídio. Quero separar este quintal da varanda frontal e da entrada da casa porque assim deixo a área livre para o lazer do bairro inteiro, faço uma praça pública... rsrsrs. Fazer o quê? Se você não pode contra os gramicidas, una-se a eles....





Porém, vai explicar até para o pedreiro o que é cobogó. Então, Mari, não se esconda embaixo do tapete porque não sabe o que é um cobogó. Quando alguém fez comentário, sugerindo que você faça um cobogó para separar cozinha da área de serviço, sugeriu uma parede destes tipo aí. Para justificar este post, fiz a pesquisa pra você, pro Carlinhos e pra todas nós.

Vejam só este ambiente, com peças coloridas na área interna


Assim como este quarto de casal, que ganha charme extra com o cobogó e a iluminação


Decifrando: cobogó, basicamente é uma parede de tijolos decorativos, ou os chamados elementos vazados. Ao invés de uma parede indevassável, permitem privacidade, sem destruir a ventilação e a luminosidade naturais. Daí, ser tão comum encontrar cobogós no Pernambuco, seu berço natal, lugar quente... os terraços de lá acabam sendo ambientes muito arejados e claros, mas protegidos dos olhares indiscretos...


E de onde vem este nominho esquisito? É simplesmente a junção das iniciais dos nomes dos arquitetos que o idealizaram: Coimbra + Boeckmann + is é igual a cobogó. Inicialmente feito em cimento, foi apropriado pelos arquitetos modernos e largamente utilizado nos primeiros blocos residenciais de Brasília, principalmente em corredores. Mas existem em outros materiais e grande infinidade de desenhos.





Neste caso, tijolinhos a vista compõe o cobogó. Provavelmente será esta forma que usarei, para que os muros falem a mesma linguaguem da fachada, que é neste material. Veja o detalhe, uma fiada de tijolos inteiros e outra de tijolos pela metade.




Este é da casa da Isabel do http://casadejuntados.blogspot.com/. Ou seja, amiga blogueira, este recurso é legal, talvez melhorando o acabamento ele possa ficar ai, dando mais vida ao seu ambiente.....



Aqui uma outra paginação, também legal....






Taí a dica. Quantos anos serão suficientes para o Carlinhos construir um muro assim, de uns 10 metros por 2? Hehehhehehehe, lá pro século que vem ele começa.






Amigas um super beijo, com o desejo de que Deus ilumine a todas, dando muitas bênçãos... Amém?











18 comentários:

Ví por aí... disse...

Ei querida...brigadão pela dica...
Bem, pensei justamente o contrário que você pensou...não posso procurar um pedreiro antiguinho pq muuuuita coisa mudou e o cimento queimado ganhou uma repaginada, né?
Tem que ser alguém que saiba a técnica nova e quero ver também alguns trabalhos dele!!!
Comigo não, violão...
Caio nessa não...rs
kkkkkkkkkkkkkk
Bjkas e brigadão pela dica!!!

Edna Fadinha disse...

Nossa Ana nunca imaginei que eles tinham esse nome.
Com relação ao meu post do carro é algo realmente inviável,fiz uma resalva e citei vc e a Chris.É daquele tipo de coisa só para divertir mesmo rsrsrs.
Bjs

design de interior e exterior disse...

Adorei as dicas. beijos

Christine disse...

Olá, Ana !
tem coisa melhor q nossas joaninhas ?!?
Obrigada pela visita..
bjs

Isabel Cristina disse...

Oi Ana, então minha paredinha se chama Cobogó?? Eu nem imaginava. Engraçado, usei esta parede e nem sei onde peguei a referência. Mas sempre achei bonito parede com tijolos vasados. Sabe que agora não vou mais desmanchá-la? Nós íamos dar um acabamento legal, mas sabe como são as coisas nesta questão de decoração. Se não fazemos na hora, depois vamos protelando, protelando... e a coisa vai ficando no improviso, todo dia olho para a parede e penso: ou faço o acabamento ou desmancho? Mas com os eu post eu resolvi deixar, é uma inovação usar este tipo de parede na área interna, não? Acho que ela via ficar bem linda se eu pintá-la de amarelinho, como esta que vc postou, muito linda. Muito obrigada. E claro que não me importei em ter a imagem da minha parede aí,só sinto muito ela estar tão feinha e sem acabamento... beijocas

Rose disse...

Querida Ana, combogó aqui em Salvador é conhecido como comungó( não sei se a escrita tá correta mais é assim que falamos), no mínimo mais uma palavra do nosso dicionário "baianês", que foi adaptado do cobogó pernanbucano, rss. E realmente é muito usado para separar áreas, nas varandas e paredes.
Beijos.

Janice disse...

Ótimas dicas.
Beijo :)

Raquel disse...

Oi, Ana!
Menina, leva as crianças pra Cumuru meeeeeeeesmo!!!
Deve estar bem diferente de quando vc esteve lá, mas continua rústico, principalmente pq o acesso continua sendo por estrada de terra. Ai que saudade daquela terra... Não vou pra lá agora no fim do ano pq não terei férias, mas em meados de março/abril tô lá com certeza!
Se quiser conhecer a pousada, visita o site: www.pousadariodopeixe.com.br
beijos!

Viviany disse...

Ana querida , quase morro de rir dos seus comentários , vc é demais , hehehe ...
Fiquei triste por sua cadeira , que cara safado heim ?!? Logo vc acha outra ...
Muito legal essas paredes , adorei e deve ser rápido de fazer né?!?
Bjuss*

Luana disse...

Que nome diferente né, não sabia qua se chamava assim.
Adorei a sua dica.
Bjokas

Margaret disse...

Ta vendo? aprendi uma coisa...o nome certo disso ai...
no interior o povo chama de comungol...
e nessa de ver o povo falando sempre falei assim tambem...
ta vendo como Ana tambem é cultura?
Agora ja posso ensinar que o nome certo eh Cobogó...
valeu anaaaa.

beijocas

Eliene Vila Nova disse...

Oi, minha querida muito obrigada pela mensagem, amei o seu blog.Menina aqui está uma loucura, e isso porque minha casa é pequena, imagina quem tem um casarão. Amiga(olha a intimidade) a minha renovada nem terminou e eu já planejei a próxima obra,rsrsrs, só meu Namorido que ainda não pode nem sonhar com isso,rsrsrs,bjs.

Isabela Kastrup disse...

Oi Ana, passei para agradecer a visitinha no meu blog. Quanto aos organizadores, eu fiz um para crianças, para brinquedos e livros que ficou uma graça. Pena que não deu tempo de tirar foto, mas em breve farei outros aí eu mostro para vocês. Adorei as fotos, inspiradoras.
Beijocas e um ótimo fim de semana!!

Keka disse...

Já estou acompanhando seu blog!
Beijos

mauro disse...

Prezada Ana, o chamado cobogó não é uma invenção nova. Essas paredes vazadas já eram conhecidas na India (onde estive recentemente) da época dos marajas, que as utilizavam para permitir que suas maharanis (concubinas) pudessem ver o que acontecia na rua mas sem que pudessem ser vistas dentro do palácio, como forma de não serem cobiçadas e evitar adultérios.

Gabriela disse...

Quem inventou, não sei, mas aqui no Brasil existe desde 1929.

Isabela Tavares disse...

Poste as referências projetuais na próxima, como o nome do projeto e autor. Beijos

nani disse...

Oi Ana, muito legal reutilizar-mos o cobogó hoje em dia, realmente uma invenção eterna!Agora são três engenheiros mesmo, não arquitetos, confirme a informaão mas aquela no início do seu texto é a correta.Abraço!